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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Podcast 7: Autores Brasileiros

Olá pessoas!!! Como anda a vida?!?!? Espero que bem!!!

Como o titulo anuncia, o cast desse mês foi sobre autores brasileiros, cada menina escolheu um autor celebrado ou nem tanto para falar e a conversa rendeu que foi uma beleza! Rendeu tanto que nossa xerife e editora Ana Seerig chegou a sofrer fazendo cortes e tentando fazer a conversa bonita da gente ficar em um tempo viável \o/


Escolhemos quatro autores tão diferentes entre si quanto as próprias Meninas dos Livros são diferentes, mas a unidade ficou resguardada na capacidade de se apaixonar - ou as vezes não - por certas narrativas e nos permitimos falar sobre elas.

Permitir-se falar - compartilhar - com o mundo seus sentimentos e impressões é o que faz um homem ou mulher comum se tornar escritor,  da mesma forma em que nos permitir compartilhar nossas paixões literárias é o que nos faz construir esse cast e resguarda nossa unidade como Meninas dos Livros. Acho que estou tendo um momento de epifania... ops... um perigo me deixar escrever o post... eu avisei a prefeita (Michele)...

Mas, saindo do momento epifania, as Meninas dos Livros estão especialmente felizes pois esse cast inaugura a nossa parceria com mais um espaço no qual pessoas se permitem falar muito sobre livros, autores e tudo o mais, ou seja, a partir de já nosso cast também será publicado no blog "Saleta de Leitura".

Agradecemos Irene e a Vivian por estarem nos recebendo de braços abertos nesse espaço \o/



E finalmente para acabar com o blá... blá... blá... apresento os autores sobre os quais falamos dessa vez:


A Bibliotecária - Menina das Ideias -, Aleska Lemos, falou sobre o romântico José de Alencar;
Eu - me recuso a me autodenominar Miss Simpatia - falei sobre o meu primeiro amor literário o Bruxo do Cosme Velho, Machado de Assis;
A Prefeita, Mi (Michele Lima para os não-íntimos), falou sobre o sempre polêmico Paulo Coelho; e
A Xerife, Ana Seerig, falou sobre Fernando Sabino.


Você também pode baixar aqui http://www.4shared.com/mp3/tPurCRGb/Meninas_dos_Livros_7_Literatur.html
____________

Errata do Cast:

Eu - Pandora - citei "A moreninha" como um romance de José de Alencar, e na verdade ela é um romance de Joaquim Manuel de Macedo;

O capitulo de Memórias Póstumas de Brás Cubas ao qual eu - Pandora - faço referencia é "O velho dialogo de Adão e Eva" no qual só existe os nomes dos personagens, achei esse link na voz do Rafael Cortez, achei que na interpretação dele faltou a safadeza que sempre aparece na minha imaginação mas a música dele preencheu bem as reticências do capitulo então, como brinde para as potenciais pessoas musicalizadas que ouvem o cast, deixo o link .

Cheros a todos e todas Pandora!

18 comentários:

  1. Hah! José de Alencar!...
    Li "Cinco Minutos" e nunca mais esqueci!!!

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    1. Eu adorei na época. achava muito engraçada a agonia do heroi de saber se a moça era bonita ou não. "se tem uma voz assim não pode ser feia. Mas e se for feia com uma voz angelical?" ele tinha pensamentos mt redondos.

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  2. Olha que maravilha! Consegui fazer o download do podcast e coloquei no meu celular, vou escutar amanhã à tarde! Fantástico!

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  3. Com este podcast eu faria um post inteiro de comentários!
    Vou começar por Fernando Sabino porque me emocionei com a Ana quanda ela disse que queria ser mineira pra poder conhecer o Fernando e seus amigos e eu sempre me senti meio amiga do Fernando e com um orgulho enorme dele ser mineiro, apesar de viver e morrer no Rio de Janeiro.
    Eu nunca gostei de jornal e confesso que nunca li e não leio, mas lá pelos meus 16 anos, quando eu passava o domingo no clube com meus pais vi minha mãe rindo lendo algo no jornal e era uma crônica do Sabino, a partir deste dia, todos os domingos ela lia e me passava a página do jornal para que eu me deliciasse com as crônicas dele. Amo tudo que Sabino escreveu! Tudo!
    Li Jose de Alencar, Machado de Assis, Aluísio Azevedo, Jorge Amado. O que mais me marcou foi o Jorge e o Alencar, porém, do Alencar não lembro nem mais de uma linha sequer, do Jorge lembro de alguns personagens e do tanto que gostei de Capitães de Areia e do resto não lembro de mais nada! Li também Monteiro Lobato, fantástico! Amo.
    Paulo Coelho não me fascina e odeio auto-ajuda e também o modo como ele despreza o Raul.
    Preciso contar que estou apaixonada pelo autor brasileiro Eduardo Spohr! Li a Batalha do Apocalipse e achei fascinante. Acredito que pessoas que não aceitam que algumas histórias bíblicas sejam alteradas pela ficção não vão gostar, mas como eu gosto destas ficções doidas e que mexem com a fé das pessoas. Comprei mais dois livros dele, mas ainda não tive tempo de ler. Achei o podcast muito interessante, muito mesmo. Autores nacionais não são meus favoritos, mas vocês conseguiram falar deles com conhecimento e charme! bjs

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    1. Mamys, já ouvi você falando sobre esse livro "A batalha do apocalipse" e desde então ele está em minha lista de livros. Quanto a Sabino, ele deve ter mesmo algo de especial para fascinar tanto as pessoas... eu só não sei porque não me fascina. Obrigada pelo "conhecimento e charme".

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    2. Mamys é das minhas! Ama Sabino e odeia Paulo Coelho em razão de Raul!

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    3. A Mamis parecia vc Ana falando do Paulo Coelho! kkkkkkkkk

      Mamis, eu adoro quando as pessoas usam a bíblia pra fazer ficção " A batalha do Apocalipse" já está na minha lista!

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  4. Agora que reparei. acho q eu errei junto com vc Pandora! Constantemente confundo aloisio de azevedo com o José de Alencar. tive que treinar mt pra falar certo no podcast kkkkkk. é muito estresse né? confundimos tudo kkkk

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  5. Adorei!
    Sou apaixonada pelos clássicos da literatura brasileira.
    José de Alencar foi minha paixão adolescente. Li tudo que tive oportunidade dele. Adoro seus livros, sua escrita e o sentimento que ele nos descreve de forma tal que somos capazes de sentir.
    Adorei o post Pandora!!! Vou baixar tudo pra ouvir.
    :)

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  6. Que nostalgia essa coleção. Ganhei de uma tia faz aaanos. São os que leio hoje porém tive que encadernar já que estavam caindo...

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  7. Por Lucas Borba

    Parte 1

    Ah, meninas, meninas... Enfim cá estou. Sei que estou, também, em dívida com vocês, demorei bem mais do que o habitual desde meu último comentário, tanto que ainda continuo atrasado em mais um podcast, o qual, porém, não se preocupem, eu também comentarei com imenso prazer. De fato, as coisas andam mais conturbadas desde que iniciei meu estágio juntamente com as cadeiras da faculdade, mas agora estou de férias, pelo menos das aulas, e enfim posso colocar os comentários em dia. No semestre que segue também pegarei menos cadeiras, então creio que será mais fácil para mim administrar o meu tempo para atividades tão prazerosas quanto esta aqui.
    Pois bem, vamos ao que interessa. Leigo como ainda sou em clássicos da literatura brasileira, assim como no seu caso, cara Aleska, o José de Alencar também foi o autor que mais me cativou no que se refere à, digamos, “literatura escolar”. Infelizmente, porém, dos títulos dele que você mencionou li apenas Iracema, do qual, adivinhe, menos recordo. Posso dizer, contudo, que li quatro livros desse autor, embora, também ao contrário de você, estes estejam voltados a histórias no meio rural (fase rural), não urbano: O Guarani, o mencionado Iracema, Ubirajara e O Sertanejo. Destes, O Guarani é sem dúvida o meu favorito, ou pelo menos o que mais me marcou, tanto que o li mais de uma vez. Sobre O Guarani, aliás, gosto de dizer que o Loredano está entre os meus vilões favoritos – conforme já contei, lembro, à cara Pandora. Quero conhecer esse Pedro [risos], que segundo a Michele também curte O Guarani. Estou ciente, é claro, das muitas críticas a este gênero literário, no entanto considero certos personagens, em especial dessa obra, marcantes demais e, sendo sincero, sinto que também reflete em parte o meu jeito de ser. O Guarani é uma daquelas histórias que, para mim, é muito bem contada, ainda que apoiada em uma eventual distorção grande da realidade.

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  8. Parte 2

    Infelizmente, cara Pandora, não posso comentar muito acerca do grande Machado de Assis. Já li um ou outro conto dele, mas nunca um livro completo. Entretanto, com certeza está na minha lista – antes tarde do que muito tarde, não? =* Todavia, esse autor me parece ter sido realmente muito sagaz pelo pouco que já li dele, e penso que não é por acaso que o homem conseguiu tanto destaque estando na condição social em que estava. Admiro muito o que já li dele por esse aspecto, pela sagacidade com que ele parece brincar com as palavras e utilizá-las de um modo geral na construção dos seus textos. Claramente, um “Gênio”, como se diz. Um dos contos que li dele, aliás, foi mesmo o Pai Contra Mãe, mencionado pela Aleska.

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  9. Parte 3

    Agora, o Paulo. Ah... o polêmico Paulo... =* Pois bem, como a Michele li Coelho pela primeira vez entre a pré-adolescência e a adolescência, e na época o tema me impressionava mais já à primeira vista. Li três livros dele: Diário de um Mago, O Alquimista e Verônica Decide Morrer, sendo que o primeiro com certeza foi o que mais me marcou. Porém, não sei, conforme fui crescendo e tendo contato com outras obras, percebi que o que eu tinha lido e relido dele começava a me parecer realmente muito superficial, no sentido de nunca apresentar uma mensagem espiritual muito concreta, ou pelo menos mais profunda, e se apoiar tanto em simbolismos. Comecei a ouvir o quanto ele conquistou antipatia no alto círculo de escritores do país e, em especial, comecei a reparar que ele mais parece destorcer ideias já prontas em nome de uma filosofia bem mais ousada, para não dizer sombria, que só parece existir para atrair leitores com um toque de sensacionalismo. Por outro lado, também posso estar cometendo uma grande injustiça com o homem, coitado, mas o fato é que há algum tempo ouvi uma entrevista “exclusiva” do sujeito na globo e não simpatizei com o camarada. Um escritor aqui de Caxias, aliás, que me pareceu ser uma grande pessoa, falou muito negativamente acerca do Coelho, afirmando que o homem deu início à brilhante carreira com um descarado plágio. Mas quem sabe? O fato é que por hora não sinto mais vontade de ler esse autor, embora certos trechos de O Diário de um Mago continuem ecoando até hoje em minha mente. Em comparação com os livros que já li do Paulo Coelho, contudo – vejam bem, dos que já li, que fique bem claro -, posso dizer que já encontrei um mar de outras obras com um estudo a anos luz de distância em profundidade no estudo do espiritismo. No que já li do Coelho, no final das contas acabei verificando mais fantasia e discussões superficiais do que qualquer outra coisa (pelo menos é assim que vejo hoje). Um autor que realmente, penso eu, parece se alimentar demais do popular e, se busca passar uma doutrina, creio que o faz com argumentos tão poucos que com dificuldade chegam à porta de entrada do universo espiritual. O principal, no entanto: segundo vejo ele faz uma salada de frutas de conceitos e simbologias sem praticamente chegar quase a lugar nenhum no final das contas. Ainda assim, creio que as obras podem distrair, é claro, como disse a cara Pandora. Ainda que sendo uma pessoa presa ao meu tempo, contudo, ao menos por hora espero do fundo do coração que o trabalho dele não passe a ser cultuado como clássico no que se refere à boa qualidade no futuro. “Tá, e daí, não me acrescentou nada o livro”, brilhante, Anits. De fato, novamente esperando não estar acusando o homem injustamente, e desde já me desculpando se o estiver fazendo, mas a princípio concordo muito com a fala da Ana em relação a esse autor (destaque para o fato dele ser ou não o tipo de pessoa que segue realmente o que escreve em seus livros, tendo em vista a questão econômica).

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  10. Parte 4 (final)

    Anits, seu depoimento sobre o Fernando Sabino foi sem dúvida comovente demais. Infelizmente, nunca li nada dele, ou pelo menos não me lembro de tê-lo feito – lemos tantas crônicas na escola e deixamos o nome do autor passar batido, não é mesmo? Pretendo entrar em contato com o trabalho dele certamente, contudo, esteja certa. Só lamento não poder comentar a respeito, infelizmente dessa vez a sua escolha é a da qual nada posso falar (acho que vou começar lendo uma obra policial dele, gênero literário tão apreciado pela cara Pandora). =* Acho que te entendo, porém, Pandorinha, pelo menos penso que uma obra policial adquire maior valor quando não se fixa apenas na resolução do crime em si, mas também acrescenta algo do ponto de vista reflexivo – algo que, porém, penso que por exemplo a chamada Rainha do Crime frequentemente consegue fazer.
    Por fim, gostaria de agradecer muito a cara Michele por me indicar mais um autor brasileiro de literatura fantástica: Murilo Rubião, é isso? Certamente vou pesquisar quanto às obras dele, Deus sabe da paixão que sinto pelo que considero uma boa literatura fantástica.
    Ufa! Grande sensação de realização pessoal agora! Enfim, mais um podcast comentado, agora só falta mais um. É sempre um prazer, meninas, continuem em frente, por favor, como sempre digo. Já disse antes, mas repito: o que vocês proporcionam com a iniciativa de vocês é para muitos, sei que sabem, inestimável, impagável. Um forte abraço e até a próxima!

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  11. Meu Deus, por que vocês pararam esse blog? Não tenho costume de ouvir Podcast pois, em geral são enfadonhos e longos mas esse, "ouvi cada centímetro" sem arredar o pé. Que papo maravilhoso de vocês sobre tudo isso! Amei. E protesto de pé, e com a mão pra cima, pela falta de continuidade do blog. Vocês não tem direito de fazer isso. Eu quero mais conversas. Por enquanto ainda tem outras 11 (eu acho) pra eu escutar mas, e depois?
    Queria dizer um monte de coisas sobre o que cada uma falou (mesmo sem saber direito quem tava falando o quê). Mas adorei. Como não sei, nem se isso vai ser lido por alguém, uma vez que a última postagem é de 2013, vou parando por aqui mesmo.

    Sou Alberto Valença do blog Verdades de um Ser e colaborador do Meu pequeno vício. Agora criei também um blog de viagens - O seu companheiro de viagem

    Verdades de um Ser
    O seu companheiro de viagem

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  12. Estou de volta já que tenho certeza agora que o comentário será lido. Pra começar, não sei de quem é a amiga que adora Iracema, e é considerada um caso raro, que merece ser estudada pela Academia. Já não é tão raro assim pois eu também adoro Iracema. Foi um dos melhores livros que li na adolescência. Não sei que impressão eu teria hoje mas, continuo guardando esse sentimento de um livro extraordinário.
    Achei supre estranho você ter aversão a ler biografias de autores Dona Pandora. Algumas de vocês tem ligação com Letras, pelo que entendi. Não se pode fazer uma análise literária sem escrever alguma coisa sobre o autor do livro que se está comentando.
    Pois é, como disse acho que foi Aleska, José de Alencar era muito popular. Ele é para o Ceará, assim como o Capitão Rodrigo é para o gaúcho viu Ana? Para o Nordeste de um modo geral ele era muito querido. Em Fortaleza tem praças com o nome dele, assim como aqui em Recife também.
    Machado de Assis, mesmo para quem não gosta, é leitura obrigatória para quem quer conhecer um pouco de literatura, principalmente, literatura brasileira. Ele, junto com Rui Barbosa, são as maiores expressões de nossa literatura. Assis é considerado hoje, um dos grandes gênios da história. Não é só do Brasil não! É da história mundial. Praticamente todos os autores de nosso país atualmente, tiveram alguma influência de Machado de Assis e, os que não tiveram, escrevem mal.
    Sobre Paulo Coelho, não concordo de jeito nenhum com a afirmativa de que se não fosse Raul Seixas ele não seria nada. Isso é uma afirmativa muito forte e ilusória. Alguém por acaso é Deus pra saber se isso é verdade? Não há relação alguma entre Raul Seixas e Paulo Coelho com os livros que ele escreveu. O sucesso dele não foi por causa de Raul Seixas nesse aspecto. O que Raul Seixas influenciou foi o sucesso dele como compositor musical. E para por aí. Mesmo assim, não sei se é verdade mas, assisti ao filme sobre a vida dele (Não pare na pista) e o que é transmitido é que Raul Seixas meio que roubou a música de Paulo Coelho (Gita). Não gosto dos livros atuais dele mas os primeiros (O diário de um Mago, O alquimista e Brida) eu acho excelentes.
    Finalmente, sobre Fernando Sabino. Adoro! O homem nú é simplesmente divino. E Dona Ana, Sabino tem muito de Machado de Assis viu?

    Bem, vocês já sabem que sou Alberto Valença.
    PS - Desculpem pelas discordâncias mas, estejam certas que há muito mais concordâncias. É que se fosse falar tudo ia ocupar muito espaço.

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